Comecei a contagem
regressiva... Faltam cinco dias pra eu ir à Capão! Vou tirar quatro
dias que servirão como aperitivo para as férias!
Este ano, diferentemente
dos demais, vou passar meu aniversário sem festejar. Por incrível
que pareça, não sinto a mínima vontade de comemorar. Não que
aniversariar não seja uma dádiva. Ainda mais em se tratando de uma
virada de década. E não é qualquer década. São os quarenta. Onde,
dizem, a vida começa! Há um tempo atrás, brincava que queria fazer
um festão: Um baile de máscaras, com o Richard Gere saindo do bolo,
de smoking, e uma rosa vermelha, cantando "happy birthday to you" -
muito melhor que a Marlyn Monroe, cá entre nós! - e, por supuesto,
os bons amigos reunidos! Mas, no momento, o que quero mesmo é
sentar na beira do mar e ouvir o barulhinho das ondas... Contemplar
o pôr-do-sol... Sentir o cheiro da maresia... Curar as feridas e as
dores renitentes... Cicatrizá-las - com muito sol na cabeça e banho
de mar - pra fechar o ano e receber a nova idade esvaziada e
renovada! Renascida!
Quero luz e paz. Um sonho
de consumo bem clichê e trivial. Mas, indubitavelmente, reparador.
Vou trocar o boteco e a cervejinha pela luz solar e suco de abacaxi
com hortelã. Muitas caminhadas e, claro, leituras. Por falar nelas,
estou mergulhada nos livros, por isso, meio distante da maquineta,
como já havia comentado, anteriormente. Tenho alternado romances
light com temas mais profundos e filosóficos. Li dois romances
espíritas, da Zíbia Gasparetto, bem legais. Desses que a gente
devora num fôlego só. Louca pra saber o final. Li, também, o
Vendedor de Sonhos - a revolta dos anônimos, do Augusto Cury!
Excelente... Recomendo como livro de cabeceira. Não é a toa que o
cara vende como água. É um livro profundo, belo, tocante. Não há
quem não se identifique com ele. Agora, estou lendo Cartas do
Poeta sobre a vida, do Rainer Maria Rilke. Ganhei de presente do
meu chefe, de aniversário. Estou adorando. Já havia lido vários
poemas dele, mas as cartas são reflexões imperdíveis!
Já separei os livros que
vou levar, nesses dias. Já dei um "up" no visual. Radicalizei!
Tosei as madeixas bem curtinhas. Adorei e a galera toda elogiou
muito! Na hora que a minha cabeleireira começou a passar a navalha
na nuca, lembrei da cena antológica interpretada pela Lília Cabral,
no filme O Divã, numa situação de desespero, dizendo: "Repica,
repica!" Comentei com ela e rimos muito da situação!
Em resumo, apesar das
minhas tristezas que, segundo a minha terapeuta, são lúcidas, estou
construindo pontes entre elas e o meu presente. Reconstruindo-me e
reorganizando-me. Pra entrar 2011 com o pé direito. Com muita
saúde, paz e harmonia.
Rita - 04/12/10 -
12.56